Screen Shot 2018-04-11 at 14.14.53

Revelação

Outono de 2016, avizinha-se nova edição do Dusty Track na Freguesia Alfena, Valongo.

Screen Shot 2018-04-11 at 13.58.00

Teste Realizado e super animada! Sem vontade de largar a moto. Estava com a Mónica Gomes ! 😉 Foto de Sofia Carvalho

O fascínio pelas motos, provas, corridas sempre me acompanhou, ainda que, nos últimos anos, era uma paixão oculta! Desconhecida da minha mais recente rede de amigos da cidade conhecida  pela “Terra das Gaijas Bouas” – Ermesinde.

 

Assim, no dia anterior a uma das edições do Dusty Track, numa conversa de Café, com uma das minhas melhores amigas, a “Angel”- a minha Belinha, e o meu amigo, que considero irmão do coração, Danny, pronunciei em voz muito baixa, “sei andar de moto”!!!!
UPSSS…. Surgiram as questões! “Sabes? E como não sabemos? Porque, nunca disseste?”

A verdade é que, passei anos sem andar de moto, sem verbalizar esta paixão! Talvez consequência da tristeza, desgosto que vivenciei quando residia em Esposende, que fui vítima de furto de um bem que estimava, a minha yamanha !!!!
A Angel, com as suas super ideias, despoletou novamente o “Bichinho adormecido”, quando informou: “amanhã também vais ao Dusty de Moto! O Danny empresta uma das suas motos!”

Screen Shot 2018-04-11 at 13.52.23

A preparar me, para a minha primeira voltinha!! Com a Isabel Geraldes, Mónica Gomes e eu! (foto de Sofia Carvalho)

Screen Shot 2018-04-11 at 14.15.14

Com as minhas BFF!! (Foto de Sofia Carvalho)

E assim foi…!!! Mal dormi com a ansiedade,  vontade enorme de me sentar novamente numa moto e sentir o vento no meu rosto, a sensação de liberdade e de voo!!!

Não acordei com o “galo”, porque acho que o “galo” ainda estava a dormir quando me levantei e me preparei para o grande dia. O dia em que ia andar novamente de moto e o dia em que íamos (eu, Angel e Danny) fazer uma surpresa a uma grande amiga, A Moniquinha  – a nossa Poney. Quando esta se apercebeu do que estava a acontecer não se acreditava, foi delicioso ver as suas as suas expressões de felicidade!
Após este momento de novidade e maluqueira, chegou o momento sério! De pessoas responsáveis! “Betty sabes mesmo andar? Vai até ali dar uma voltinha para vermos !!!” Risos muitos risos, mas cedi ao pedido e dei a volta!  Esta realizado com muito sucesso! Seguimos caminho a Alfena, na nossa Scrambler – Yamanha SR.

Foi uma surpresa para diversas pessoas, mas adorei as suas expressões!
Recordo-me do meu super sorriso de felicidade, mesmo quando os meus amigos e amigas me requisitaram como “Taxi”, implicando a realização, de mil voltas, entre o sofá DDO Geraldes e a Pista.
A procura do passeio na Scrambler –  Yamanha SR com a Betty, foi de tal forma requisitado, que foi necessário reforçar o combustível ao longo do dia!
Terra, pó, vários motores a trabalhar! Conversas sobre artigos de moto, peças, alterações, foram ordem do dia. Novas aprendizagens e novos conhecimentos adviriam deste momento social e de convívio. Foi muito enriquecedor e agradeço ao universo todos os dias, a

Screen Shot 2018-04-11 at 14.14.53

Bety, a “taxista” de serviço! 😉 (foto de Sofia Carvalho)

sorte que tenho de ter amigos que me proporcionam momentos fantásticos e memoráveis.

 

Screen Shot 2018-04-11 at 14.15.38

Com a minha “familia do coração” no famoso sofá de DDO!!! (foto de Sofia Carvalho)

 

Maria Duarte
maria@foxy-riders.com

Designer, fotógrafa e relação publicas. Tenho uma enorme paixão por motos e desportos radicais. Amo a forma como me fazem sentir! De tal maneira que o meu veiculo do dia a dia é uma BMW F800 e, para mim, escrevo para a melhor revista de motos portuguesa, a REV Motorcycle Culture, onde tenho a oportunidade única de experimentar novas motos, conhecer novos construtores e viver a minha paixão como forma de vida. A culpa foi do meu pai, que um dia chegou a casa com uma Harley Davidson e eu, miúda dos meus 6 ou 7 anos fiquei apaixonada para toda a vida. Aos 10 anos comecei a conduzir motos, mas como não tinha a minha, cheguei a “roubar” a moto do meu jardineiro. Por pensar e agir de forma muito própria, percebi muito cedo que sou responsável pela minha felicidade e que normalmente nada tem a ver com o que a sociedade nos incute, ganhei do meu pai a alcunha de “a rebaldeira”. Também porque adoro experimentar novas actividades e testar os meus limites, apesar de ser muito feminina, gosto de muitos desportos que são considerados, desportos ou actividades masculinas. Para mim, preconceitos! Algo que se manteve constante em toda a minha vida, passear de moto por um dia ou mais sem destino, só guiada pelo meu espirito aventureiro, ainda é das minhas coisas preferidas da vida!

No Comments

Deixar uma resposta

%d bloggers like this: